quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Serenidade

Senhor, dá-me coragem
para mudar as coisas
que podem e devem ser mudadas;

Serenidade para aceitar
as que não podem ser mudadas;

E sabedoria para perceber
a diferença entre elas.

oração/poema do Almirante Chester Nimitz
Militar Norte-Americano
1885 – 1966

Peço desculpas ao pessoal que segue o Mirtu's Blog, mas hoje estou me sentindo como se tivesse matado a rosa do pequeno príncipe; pois apesar de não entender bem o que fiz de errado, eu feri uma daquelas pessoas que Deus coloca em nossa vida para provar que Ele existe. E agora sinto que "No dia do meu julgamento... quando eu estiver diante de Deus... e Ele me perguntar por que não fui capaz de simplesmente cuidar, de um de seus anjos, eu não sei o que vou dizer!"

Hoje estou me sentindo como John Coffey, estou cansado... "Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva... cansado de as pessoas serem ruins. Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia." – e o que me dói mais à alma é saber que faço parte disso.

Este post é apenas uma tentativa de dispersar estas nuvens que pairam sobre minha cabeça, e o mestre Issa me aconselhou a começá-lo com a "Prece da Serenidade", e ele já havia me aconselhado a "publicá-la" na minha mente, para estes momentos. Enquanto conversávamos, ele citou Osho: "A culpa é uma das emoções mais destrutivas em que podemos nos deixar aprisionar. Se tivermos agido mal com alguém, ou procedido contrariamente à nossa própria verdade, naturalmente nos sentiremos mal. Mas permitir que fiquemos sobrecarregados de culpa é um convite ao tormento. Acabaremos envolvidos por nuvens perturbadoras de dúvidas a nosso próprio respeito, e por sentimentos de desvalor, a ponto de não conseguirmos enxergar que a vida deve continuar. Você é absolutamente bom do jeito que é, e é absolutamente natural errar o caminho de vez em quando. Não carregue por mais tempo o fardo que você assumiu para si, aprenda com a experiência; siga em frente e aproveite a lição para não fazer o mesmo erro outra vez."

Ao termino de nossa conversa o mestre me perguntou: "Filho, qual atitude você adotou para sua vida, que você acha que tem sido a mais difícil de realizar?"
_ Não estou bem pra esses jogos hoje, mestre!
_ Apenas diga a primeira que lhe vier à cabeça. – insistiu ele.
_ Tentar falar a verdade. – foi o que me veio à cabeça e então percebi aquele sorriso maroto na face dele outra vez. Ele não podia simplesmente me aconselhar, ele tinha que me ensinar:
_ 'Tentar', você diz. O mundo tem medo da verdade Milton, pois a verdade nos escancara, mostra como somos, o que fazemos; e às vezes o que – em nossa mente achamos que por bem – escondemos. Cuidado com a verdade, mesmo tentando, você não vai querer dizê-la, nem ouvi-la o tempo todo. É uma defesa nossa, contra nós mesmos e os que nos cercam. Mas ainda assim, a verdade é a atitude que mais nos liberta. Fique com Deus! – e foi embora tão rápido que nem consegui dizer Tchau.

Liguei então para o poeta Nótlim Jucks e perguntei: "O que você tem aí sobre sentimentos, a verdade e essas coisas?" – e então o silêncio se fez, seguido por: "Sei lá! Me dá uns dez minutos e te mando alguma coisa por e-mail." – e eu já ia desligando quando ele disse: "Da próxima vez comece a ligação com um 'E aí bother, como cê tá?', depois você pode pedir pra eu atender suas neuras." – e desligou.

O Sol, O Amor

Resplandecente
o Sol
Ausente o Amor.

Das águas que correm,
flores nascem,
sentimentos morrem.

A derradeira verdade,
não se esconde,
nem desaparece;
surge como uma tempestade.

Dos dias que passam,
lembranças ficam
e não cicatrizam.

A sorrateira mentira,
nos engana,
nos aflige
e por muitas vezes nos inspira.

Há dias que nascem,
e apenas vemos o Sol,
resplandecente.

Há sentimentos que morrem,
e apenas sentimos o Amor,
ausente.

Um comentário:

  1. Olá sou participante do Verso e Prosa e vim conhecer sua casa e tomar a liberdade de:
    Bom dia caríssimos pensando em uma forma de homenageá-los pensei nesta coletânea Dias de Voar e se desejar participar ficarei feliz.


    PS: vocês não terão nenhum gasto com esta coletânea. Então tomem nota e espero poemas:francysoliva@gmail.com até o dia 15 de dezembro.

    Informações:

    :. Tema: Escrever, em versos sobre suas emoções, imagens, comparações, sugestões, suspiros, desejos, sonhos, etc.
    ::. Tipos de Poemas: livre, com ou sem rima, sendo de uma ou mais estrofes.
    ::.. Quantidade de Obras: Cada participante poderá concorrer com até 6 (seis) poemas inéditos. As obras deverão ser enviadas em língua portuguesa.
    ::. Envio das Obras:
    Os poemas deverão ser enviados por e-mail, sendo que os mesmos deverão estar em anexo, fonte Arial 12 – .doc.
    No corpo do e-mail deverão conter as informações pessoais do participante, tais como: nome completo, nome artístico, e-mail de contato, e o nome das poesias inscritas.
    ::. Premiações: 1º Lugar – publicação dos 03 poemas no “Zine Dias de Voar” - 15 exemplares do Zine e certificado de participação; 2º Lugar – A publicação dos 02 poemas no “Zine Dias de Voar” – 10 exemplares do zine e certificado de participação; 3º Lugar – publicação de 01 poema no “Zine Dias de Voar” – 05 exemplares do zine e certificado de participação.
    ::. Compromisso: Os vencedores, desde já, declaram ser de sua autoria as obras concorrentes e classificadas, não constituindo plágio de nenhuma espécie, podendo responder juridicamente por este ato se tal concordância for falsa.
    ::. Resultado: Todos os participantes serão comunicados através de e-mails até o dia 25 de DEZEMBRO de 2010, acerca da classificação ou reprovação no mesmo. O júri escolhido pela Estação Zero para a seleção das obras é soberano em seu resultado final e o mesmo não poderá ser contestado.
    ::. Outras informações: A Estação Zero não receberá poemas após a data informada acima, ou seja, dia 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Sendo válida a data no e-mail. Os poemas que não estiverem de acordo com o regulamento serão desclassificados. Os participantes inscritos concordam com todas as cláusulas deste regulamento.

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